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sábado , 22 setembro 2018
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Em palta: O resgate dos meninos nos reconcilia com o humanismo

A caverna tailandesa de Tham Luang está a mais de 17 mil quilômetros de distância. A percepção é de que estamos à mesma distância da Lua (384 mil quilômetros). Isso não impediu que milhares de brasileiros – igual a milhões de cidadãos de outras latitudes – seguissem o agônico resgate dos 12 jovens e de seu treinador, presos na cova desde 23 de junho.

Em um mundo globalizado em que fomos capazes de visualizar quase diretamente esses meninos enterrados debaixo da montanha Koi Nang Non, as gestas, os atos de heroísmo, são também globais. Também despertam profunda emoção, ainda que sigamos desde o sofá da sala.

A profusão de câmeras marca a diferença. Uma centena de meninas seguem sequestradas na Nigéria pelos terroristas do Boko Haram. Muitas das que foram raptadas em 2014 foram libertadas depois de sofrer estupros e gravidez indesejadas. O mundo não sofre com suas desgraças porque não as vê. Os véus integrais que as obrigam a vestir, ocultam suas faces, inclusive nos escassos vídeos que os captores difundiram. Não há câmeras e jornalistas seguindo seus calvários e, em consequência, não existe solidariedade e nem mobilização internacional.

Mais de 1.300 especialistas de um punhado de países, de quatro continentes, participaram do resgate dos meninos tailandeses. Meio mundo conhece hoje as entranhas dessa montanha. Um mergulhador deixou a vida tentando ajudar as crianças. Já é um herói global. No Chile, em 2010, a NASA facilitou uma estreita cápsula que, como um elevador, foi introduzida na mina de San José, a 622 metros de profundidade, para tirar, um a um, os 33 mineiros que estavam presos nas profundezas. Soaram as vuvuzelas, discursos patrióticos, o chefe do grupo se tornou herói por ser o último a sair.

Frente ao alarme que geram o populismo, a corrida armamentista, o terrorismo disfarçado de religião e o autoritarismo crescente, gestas como a da Tailândia nos reconciliam com o humanismo. Sempre que exista uma câmera próxima, essa a condição do século. Nos unimos. Nos sentimos humanos. Esquecemos as diferenças que nos atordoam. Sem as câmeras, provavelmente, ninguém saberia da destreza e valentia do malinense Mamoudou Gassama, que correu sério risco de vida para salvar uma criança. Sem essa câmera que captou sua ação, hoje, Mamoudou não seria bombeiro, e sim um imigrante a mais mal vivendo na Europa. Há muitas gestas sem imagens, ou digamos, pouco fotogênicas. Bem vindas as câmeras capazes de mobilizar o mundo pelas boas causas. Hoje, há muitas nos barcos que resgatam imigrantes no Mediterrâneo. Havia algumas delas na prisão em que Trump colocou milhares de crianças. Elas são um dos melhores remédios contra a indolência. Apesar de Trump e de seus sequazes, o humanismo ainda viceja.

O resgate dos meninos nos reconcilia com o humanismo

O resgate dos meninos nos reconcilia com o humanismo

O resgate dos meninos nos reconcilia com o humanismo

O resgate dos meninos nos reconcilia com o humanismo

(Fonte: CampoGrandeNews)

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