Fogo avança na região da estrada do Porto da Manga, em Corumbá, e Polícia Federal investiga causas do incêndio
Brigadistas e bombeiros militares trabalham em turnos ininterruptos há quatro dias para combater um incêndio de grandes proporções na região da estrada do Porto da Manga, no Pantanal de Corumbá (MS). Segundo o Prevfogo, do Ibama, as chamas já atingiram aproximadamente 12 mil hectares de vegetação, e a Polícia Federal investiga as causas do fogo.
De acordo com o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), o incêndio começou na segunda-feira (24) e, mesmo com a atuação das equipes em terra, continua avançando pela vegetação nesta quinta-feira (27).
Turnos ininterruptos e acesso difícil
Na área atingida, 15 brigadistas se revezam em turnos, com apoio de duas viaturas e um veículo utilitário, usados principalmente em pontos de difícil acesso, como as margens do rio Paraguai, onde o fogo se concentra. Bombeiros da região também participam diretamente da operação.
Grande parte do deslocamento é feita a pé, por conta da mata fechada e das limitações de tráfego de veículos, o que torna o combate mais lento e exige cautela redobrada das equipes em campo.
O trabalho de contenção está focado, sobretudo, nas áreas do Porto da Manga e da Estrada Parque, enquanto outras duas frentes de incêndio já foram controladas pelos brigadistas.
Linha do tempo do incêndio
Conforme o levantamento do Prevfogo, a evolução do incêndio é a seguinte:
- Segunda-feira (24): foco identificado por volta das 8h30; às 9h, brigadistas já iniciavam o combate entre a Linha da União e uma área de fazenda, próximo à divisão entre frentes de fogo. Ainda não há confirmação sobre a origem do incêndio.
- Terça-feira (25): equipes trabalharam ao longo de todo o dia e mantiveram o combate até as 4h desta quarta-feira.
- Quarta-feira (26): uma nova equipe iniciou os trabalhos às 6h, concentrando esforços no foco que avança em direção ao Porto da Manga.
As ações seguem sem previsão de término, e as equipes permanecem em monitoramento constante para tentar conter o avanço das chamas e reduzir os danos ambientais no Pantanal.







