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Caminhoneiros avaliam greve nacional após alta expressiva no preço do diesel

Redação
18 março – 2026 | 17:17
Imagem ilustrativa.

Movimento ganha força no Sul do país e lideranças buscam diálogo com o Governo Federal para evitar paralisação nas rodovias.

Caminhoneiros autônomos e cooperativas de transporte de diversas regiões do Brasil discutem a possibilidade de uma paralisação nacional entre quarta-feira (18) e quinta-feira (19). O principal motivo da mobilização é a recente escalada no preço do óleo diesel, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do litro do combustível chegou a R$ 6,80 nos postos brasileiros. Levantamentos da ValeCard indicam que o aumento acumulado desde o início do conflito, no final de fevereiro, já atinge a marca de 18%.

Reivindicações e articulação da categoria

Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), tem liderado as discussões. Embora defenda a paralisação, Landim ressalta a importância de definir uma data estratégica que respeite os limites legais. Na última segunda-feira (16), uma reunião no Porto de Santos reuniu representantes de transportadoras de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

As principais pautas do movimento incluem:

  • Revisão imediata dos valores pagos pelos fretes rodoviários;
  • Ajuste nos custos operacionais diante da alta dos insumos;
  • Solução para a bitributação de seguros que afeta pequenos transportadores subcontratados (PJ).

Articulação política e tentativa de diálogo

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) solicitou uma reunião de urgência com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para buscar soluções administrativas. Além disso, estuda-se um Projeto de Lei para atualizar a Lei nº 11.442/2007, visando proteger o pequeno transportador contra cobranças duplicadas de seguros.

Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) sinaliza uma possível suspensão do movimento em favor do diálogo. O presidente da entidade, Paulo João Estausia, informou que um canal de comunicação foi aberto com a Secretaria-Geral da Presidência da República. Uma agenda com o ministro Guilherme Boulos deve ocorrer ainda nesta semana para tratar das demandas da categoria.

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