Ex-secretário mexicano Simón Levy afirma que filho do ex-presidente chegou aos Estados Unidos em operação secreta, enquanto autoridades brasileiras e americanas não confirmam a informação.
A terça-feira, 27 de outubro, foi marcada por intensas especulações nas redes sociais sobre a suposta chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. As alegações foram inicialmente divulgadas pelo investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, que detalhou a operação em suas plataformas digitais.
Segundo Levy, a movimentação de Flávio Bolsonaro para solo americano, batizada de “Operação Alba”, teria sido orquestrada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O objetivo, conforme o mexicano, seria posicionar Flávio para liderar a oposição contra o presidente eleito Lula a partir dos EUA, “livre e seguro”.
Em uma de suas publicações, por volta das 15h30, Levy escreveu: “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”.
Apesar da repercussão, que incluiu uma suposta confirmação da agência de notícias Reuters sobre a “possível fuga” de Flávio menos de 48 horas após o pleito presidencial, nenhuma autoridade oficial, seja do Brasil ou dos Estados Unidos, confirmou publicamente a saída do senador do país.
Simón Levy, que se descreve publicamente como um aliado próximo de Donald Trump e do movimento MAGA (Make America Great Again), é empresário e advogado, o que confere um certo peso às suas declarações para seus seguidores.
A controvérsia ganha contornos adicionais diante da situação legal de Flávio Bolsonaro no Brasil. O senador não entregou seus passaportes à Polícia Federal (PF) após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão, que tramita em segredo de justiça mas foi tornada pública pelo próprio senador em suas redes sociais, faz parte de um processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro. Em decorrência do descumprimento da ordem judicial, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.
A assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada pela Agência Brasil, mas não houve retorno até o momento. A situação permanece sem esclarecimentos oficiais, mantendo o tema em destaque no debate público e nas redes sociais.






