O segundo dia de paralisação de professores em MS é marcado por um grande ato de protesto no Parque dos Poderes, em frente à Governadoria. A PM controla a entrada de veículos, mas manifestantes seguem chegando normalmente ao local. Por volta das 10h30, a multidão deslocou-se da Governadoria até o prédio da SED (Secretaria de Estado de Educação), que fica a poucos metros.

Os gritos de protestos revelam um cenário desolador para profissionais da educação em MS, de professores a administrativos, e que se resume à sobrecarga de profissionais, reajuste zero e acordos não cumpridos. O grupo ergue cartazes e dispara palavras de ordem acusando a gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB) de não honrar compromissos e de se esquivar do diálogo.
“Sofremos uma grande desvalorização nesse atual governo, mas é algo que já vinha de antes. Desvalorização, falta de reajuste, sobrecarga de trabalho… Estamos exaustos. Houve concursos para a educação, mas não houve convocação. E não há diálogo. Esse governo está extremamente autoritário”, declara o professor Jorge Ibere Gomes Antunes, que é presidente do Sinted (Sindicato de Trabalhadores da Educação) de Rio Verde, a cerca de 194 km de Campo Grande.
Junto a Antunes, outros 24 trabalhadores vieram à Capital. “Mas há paralisação total em Rio Verde. Quem ficou, está buscando dialogar com a população, explicar as nossas reivindicações e mostrar pelo que estamos passando”, completa.







