Um ano após perder 26% do bioma, Pantanal corre o risco de ter incêndios piores neste inverno

10 julho – 2021 | 10:10

Região ainda nem se recuperou direito da tragédia de 2020, e previsão é de estiagem ainda mais severa neste inverno. Comunidade ribeirinha tem sobrevivido de doações.

Na comunidade ribeirinha de Barra de São Lourenço, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, famílias que antes sobreviviam da pesca, da coleta de iscas vivas e da agricultura de subsistência dependem de doações para viver desde o ano passado, quando viram a região ser devastada pelas queimadas.

Em 2020, o Pantanal foi atingido pela maior tragédia de sua história. Incêndios destruíram cerca de 4 milhões de hectares. 26% do bioma – uma área maior que a Bélgica – foi consumida pelo fogo. Cerca de 4,6 bilhões de animais foram afetados e ao menos 10 milhões morreram.

Só no território de Mato Grosso do Sul, 1,7 milhão de hectares virou cinzas. No Mato Grosso, a destruição foi maior: quase 2,2 milhões de hectares.

A região ainda não se recuperou direito e corre agora o risco de reviver essa catástrofe — e talvez numa escala até pior, segundo alerta de cientistas. A previsão é de um novo recorde de estiagem neste inverno. Somado a isso, o país vive uma crise hídrica, que também assola a região, com o nível dos rios mais baixo para essa época.

“Não tem isca, não tem pesca, o peixe está muito ruim porque as baias e os corixos [canais] estão todos impedidos porque estão secos. Não tem como o peixe ir e vir porque não tem circulação de água. A dificuldade é imensa. Vivemos das doações que recebemos. Tentamos plantar alguma coisinha, mas está difícil de ir para frente”.

O desabafo é de Leonilda Ares de Souza, de 54 anos. Desde que nasceu, ela vive no local, que fica quase isolado no meio do Pantanal. A cidade mais próxima é Corumbá, a 250 quilômetros de distância, e o único acesso é por barco.

Diante desse cenário, autoridades se mobilizam, capacitando e ampliando equipes de combate. No entanto, especialistas questionam a distribuição do efetivo.

Com informações de G1/MS

Foto de 2019/Fogo atinge as duas extremidades da BR-262, próximo ao Buraco da Piranha (entroncamento com a MS-184)

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