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Agro em pauta: Braquiária muito além da alimentação animal

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02/06/2020
Redação

Além de oferecer forragem aos rebanhos, os capins do gênero Brachiaria também contribuem para a estruturação do solo e, em consórcio com culturas agrícolas como milho e café, proporcionam mais sanidade ao solo e ganhos de produtividade das culturas. Mas, até a algum tempo atrás, era comum pensar que braquiária servia apenas para alimentar o gado.

O papel dela vai muito além desse. Ela proporciona um sinergismo na produção de grãos. O fato de o agricultor contar com a braquiária no sistema aumenta a sua produtividade de 5 a 10 sacos de grãos por hectare.

A braquiária foi introduzida nos sistemas agrícolas por conta do desenvolvimento do sistema de plantio direto.

Pesquisas – resultados recentes de pesquisa da Embrapa mostram que o sistema de manejo das entre linhas do cafeeiro com a braquiária como planta de cobertura promoveu alterações nos atributos físico-hídricos do solo, favorecendo um aumento de 18% no conteúdo prontamente disponível de água do solo.

Outros benefícios da tecnologia seriam a produção de uma grande quantidade de matéria vegetal, gerando mais matéria orgânica para cobrir as entre linhas, maior estoque de carbono no solo e maior estoque de nitrogênio em camadas superficiais.

Viabilização de áreas – se em alguns casos, como planta forrageira, a braquiária é considerada invasora, como planta cultivada, viabilizou muitas áreas do Cerrado para produção pecuária. Se a braquiária não existisse, a pecuária no Cerrado não teria essa importância toda, já com relação à agricultura, dentre os saltos qualitativos que essa atividade teve ao longo dos anos, o principal deles se deveu à introdução da braquiária.

O gênero Brachiaria é composto por quase uma centena de espécies, dentre elas destaque para a Brachiaria brizantha, no mercado há mais de 30 anos. De 80 a 90% da área de pastagens cultivadas no Brasil são constituídas por esse tipo de capim. A braquiária é de origem africana, das regiões tropicais como Zaire e Kenya. Foi introduzida no Brasil nos anos 60 pela região da Amazônia e, em seguida, expandiu-se para todas as regiões tropicais e subtropicais do Brasil.

Paola Loureiro
com base em dados da Embrapa Cerrados
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