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Após quase 6 horas de bloqueio, sem-terra liberam a BR-163 em Campo Grande

Redação
20 março – 2026 | 16:16
Sem-terra começa a retirar galhos usados em bloqueio (Foto: Juliano Almeida)

A rodovia foi liberada na manhã desta sexta-feira (20) após os manifestantes afirmarem que receberam a garantia da vinda do presidente do Incra, César Fernando Schiavon Aldrigh, para tratar da pauta ligada à reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

Depois de quase seis horas de interdição, os sem-terra liberaram a BR-163, em Campo Grande. O bloqueio começou às 3h30, entre os quilômetros 463 e 466, no sentido sul, nas proximidades do Posto Locatelli, com participação de cerca de 200 manifestantes. Durante o protesto, o grupo utilizou galhos queimados para impedir a passagem de veículos.

A liberação foi anunciada às 9h10 por Solange Clementino, de 52 anos, representante dos manifestantes. Segundo ela, a decisão foi tomada após avanço nas negociações. Mais cedo, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) já havia informado a vinda de Schiavon a Campo Grande. A comunicação da visita foi repassada à comissão de mulheres que liderou o protesto nesta manhã.

Desde segunda-feira (16), os sem-terra realizam manifestações contra a morosidade da reforma agrária no Estado. Entre as reivindicações, estão a liberação de R$ 2 bilhões para aquisição de terras. O movimento também alega que há uma fila de 19 mil famílias aguardando assentamento e afirma que, há 12 anos, não ocorre avanço efetivo nessa área.

A publicação ainda informa que o grupo não considera, nesse cenário, a criação do assentamento União e Reconstrução, implantado em agosto de 2025, em Cassilândia, em um imóvel de 718,7 hectares.

Sobre os impactos no trânsito, o texto original apresenta duas informações diferentes. Em um trecho, cita congestionamento de 5 quilômetros no sentido Dourados e de 14 quilômetros em direção ao Anel Viário de Cuiabá. Em outro, menciona fila de 5 quilômetros no sentido norte e de 2 quilômetros no sentido sul, com uso de desvio próximo à MS-040.

Após o anúncio da liberação, os manifestantes começaram a retirar os galhos maiores da pista. Um caminhão da Motiva, concessionária responsável pela rodovia, chegou ao local com funcionários encarregados de remover o material e jogar água para resfriar o asfalto.

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