sexta-feira, 12 abr 2024

Com aeronaves e equipes em solo, bombeiros de MS atuam para controlar incêndio no Pantanal
Pantanal

Com aeronaves e equipes em solo, bombeiros de MS atuam para controlar incêndio no Pantanal

Redação
01 fevereiro – 2024 | 14:14

Para controlar e extinguir o incêndio florestal na Serra do Amolar, no Pantanal, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul utiliza a aeronave ‘air tractor’, que transportam até 3 mil litros de água para áreas de difícil acesso. Na manhã desta quinta-feira (1°), os bombeiros realizaram voo de reconhecimento na região para definir os locais que vão receber o lançamento de água.

A área do incêndio é de difícil acesso e por isso o trabalho aéreo é importante nas ações de combate, já que pelo rio, o acesso está interrompido por conta dos camalotes e baceiros (vegetação flutuante que pode aglomerar-se de tal forma que cria pequenas ilhas que impedem o acesso a corixos ao longo do Rio Paraguai).

Air tractor, durante combate a incêndio na região do município de Bonito, em setembro de 2023

“Fizemos o reconhecimento da área, há muita fumaça realmente densa no local e três pequenos focos de incêndio. O air tractor vai decolar para soltar a água. Além disso, a guarnição por terra continua em prontidão”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do CPA (Centro de Proteção Ambiental), que realiza o monitoramento dos incêndios florestais no Estado.

O trabalho dos bombeiros militares começou na terça-feira (30), na região da Serra do Amolar, quando a chuva que atingiu a região contribuiu para reduzir os focos, de onze para seis. Até ontem (31), 1.598 hectares na Serra do Amolar tinham queimado. Também nesta quarta-feira à tarde, as equipes de campo identificaram locais com fumaça e realizaram atuação direta para reconhecimento da área. Em todo o Pantanal, conforme o Painel do Fogo, neste primeiro mês do ano foram registrados 115 eventos de fogo, enquanto no ano passado foram 28 registros.

“A guarnição subiu o Rio Paraguai, foram cinco horas de deslocamento na Serra do Amolar. E a área é de difícil acesso, foram várias horas para progressão de poucos quilômetros no local do incêndio. A equipe atua com equipamentos de combate e drones para georreferenciamento”, disse a tenente-coronel Tatiane.

O incêndio florestal da Serra do Amolar teve início no sábado (27), em uma área que não era atingida por chamas desde 2020, de acordo com informações do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que atua nas ações de combate ao fogo e que conta ainda com apoio da Marinha do Brasil e comunidades. A Brigada Alto Pantanal, do IHP, mantém 14 brigadistas destacados para agir na região e parte do grupo faz o combate há cinco dias.

“Atuamos na ilha próxima a fazenda Serra Negra, optamos por tentar acessar de frente e não conseguimos, próximo às margens, a gente não tinha cesso. Rodeamos a ilha, entramos por trás do fogo, caminhamos quase 1,5km para chegar na cabeça do incêndio. Fizemos todo o procedimento, combate direito com soprador, que foi a opção. Logo em seguida a gente fez o monitoramento de toda a ilha. Agora está extinto”, explicou o sargento Assis, que está no local.

Miranda

O Corpo de Bombeiros também atua no monitoramento da região do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Miranda. No local foi controlado e extinto incêndio florestal nesta quarta-feira (31).

“As nossas guarnições estão a pronto emprego em todo o Estado. A medida que detectamos a necessidade de aumentar a estrutura, estamos mobilizados para reforço no combate”, disse a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros.

A equipe do Corpo de Bombeiros começou a atuar na área na terça-feira (30), e ontem a fumaça do incêndio chegou até a cidade. O fogo foi controlado, mesmo assim os militares mantêm atividades com utilização de máquinas – pá carregadeira, trator de lâmina e de grade.

Serra do Amolar

A região da Serra do Amolar, que está dentro do Pantanal em Corumbá (MS), é um território de grande biodiversidade e área de Reserva da Biosfera, além de ser um Patrimônio Natural da Humanidade. O território é formado por 80 km de extensão de morrarias que chegam a ter quase 1 mil de altitude. A área fica a aproximadamente 700 km de Campo Grande, a partir de Corumbá e por via fluvial, pois só é possível chegar nesse local por ar ou pelo Rio Paraguai.

Natalia Yahn,
Fotos: CBMMS / CPA

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