Com mais saúde no interior, só 10% dos pacientes viajam para tratamento na Capital

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10/10/2022
Redação

Entre idas e vindas, a dona de casa Cleide Camilo, de 48 anos, viajava até seis mil quilômetros por mês entre Coxim e Campo Grande para ter acesso ao serviço de hemodiálise três vezes por semana. “Minha vida era corrida. Eu sempre estava cansada, magra e doente porque não comia direito”, lembra ela sobre a rotina de viagens que durou 11 anos, de 2005 até 2016. A realidade da paciente só mudou quando foi inaugurado o setor de hemodiálise em Coxim. “Minha vida melhorou 100%”, diz.

Em Mato Grosso do Sul, quem antes precisava viajar centenas de quilômetros dentro de uma ambulância para ter acesso à saúde de qualidade, agora consegue tratamento adequado na cidade onde vive. A regionalização dos sistemas de saúde estruturada pela gestão do governador Reinaldo Azambuja já atende, na prática, cidadãos de todas as regiões, do Conesul ao Norte e do Pantanal ao Bolsão.

Em 2015, 46% de todos os procedimentos de média e alta complexidade do Estado eram realizados em Campo Grande. Hoje, apenas 10% das internações dos principais hospitais da Capital, Santa Casa e Regional Rosa Pedrossian, são de pacientes que vivem em cidades do interior.

“E esse número vai diminuir mais ainda porque os investimentos na saúde continuam”, afirmou Reinaldo Azambuja. “No dia 31 de dezembro vamos entregar o Estado com 945 novos leitos e uma estrutura muito complexa e regionalizada próxima das pessoas”, completou o governador.

No Bolsão, a construção do Hospital Regional de Três Lagoas desafogou as filas por consultas e exames. Na fronteira, a modernização do Regional de Ponta Porã aumentou o número de atendimentos cirúrgicos. No Pantanal, a ampliação da Santa Casa de Corumbá está em fase final e no Norte a ativação de novos serviços como a hemodiálise expandiu os serviços de saúde para 40 municípios.

Em Dourados, a construção do Hospital Regional que vai atender mais de 30 cidades está avançada. Demais obras de reformas, ampliações e modernizações de hospitais também beneficiaram as cidades de Alcinópolis, Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nioaque e Nova Andradina.

Na Capital, a saúde também avançou com a conclusão do Hospital do Trauma, anexo à Santa Casa, após 21 anos de obras paralisadas, e do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, que recebeu investimentos estaduais para o término dos sete pavimentos mais o subsolo.

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