Com pressão, Athletico força o Grêmio ao erro e constrói virada histórica rumo à final; análise

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05/09/2019
Globoesporte
Com Léo Cittadini de titular, Athletico ganha em movimentação no meio-campo e marcação na saída de bola. Athletico faz 2 a 0 e avança nos pênaltis para pegar o Inter na finalíssima

O técnico Tiago Nunes destacava a necessidade de uma atuação que beirasse a perfeição para que o Athletico eliminasse o Grêmio e chegasse à final da Copa do Brasil. Dito e feito. O Furacão controlou o jogo, forçou o Tricolor gaúcho ao erro e construiu uma virada histórica.

O Grêmio, acostumado a mata-matas, nunca tinha sido eliminado após abrir uma vantagem de pelo menos dois gols. Isso até a noite de quarta-feira. Com 11 desfalques e opções limitadas para armar o time, Tiago Nunes trocou o atacante Marcelo Cirino pelo volante Léo Cittadini.

A substituição poderia indicar uma postura mais cautelosa, mas o Furacão – pelo contrário – dominou o jogo. Com velocidade e pressão, o time de Tiago Nunes forçou o Grêmio ao erro, rondou a área adversária (69% a 31% em posse de bola) e construiu o 2 a 0.

O número de passes certos e errados ajuda a explicar o jogo. O Athletico deu mais passes (352) e acertou mais (95%). Já o Grêmio trocou menos passes (139) e errou mais (87%). Tiago Nunes destacou a pressão exercida pelo Athletico e o sucesso durante os 90 minutos.

– O Grêmio não abandonou o estilo dele. A gente que impôs um ritmo de velocidade e pressão na bola, que obrigou o Grêmio a forçar o passe. As vezes que o Grêmio conseguiu sair da pressão foram com um toque na bola, no máximo dois, aí acelerou, conseguiu sair da pressão e chegou no nosso campo de defesa. E foram raras as vezes.

O Athletico tem variado bastante o esquema tático dentro dos jogos: 4-2-3-1 ou 4-3-3 na criação das jogadas e um 4-4-2 sem a bola. Em alta intensidade, vários jogadores apareciam na frente. Destaque, nesse quesito, para os jovens volantes Bruno Guimarães e Léo Cittadini.

– Nossa pressão foi muito intensa. O Cittadini entrou também por causa disso, é um cara que pressiona muito a bola, com o Marco (Ruben) e com os jogadores de meio-campo. Foi um time fisicamente muito forte, superou um time muito forte. A gente induziu o Grêmio ao erro. A partir daí, ficamos com a bola, que é a característica da nossa equipe.

O Athletico, agora, enfrenta o Internacional na decisão da Copa do Brasil. Os jogos serão nas próximas duas quartas. O sorteio para definir os mandos será realizado na tarde desta quinta.