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Com prevenção, Governo de MS prepara ações de combate aos incêndios no Pantanal e demais biomas

Por: Redação
20 fevereiro – 2026 | 6:06

Com ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Pantanal e demais biomas de Mato Grosso do Sul – que inclui também Cerrado e Mata Atlântica –, o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar) atua na preparação da Operação Pantanal 2026.

Os equipamentos empregados nas ações passam por vistoria e reparos, e novos itens que serão enviados para serem utilizados na operação, como drones com sensor de calor, também são testados, além de treinamento das equipes.

“A gente se prepara para atender as ocorrências nos períodos mais críticos. Nesse momento de pré-temporada, nós fazemos a preparação, com foco em treinamento e capacitação dos militares, readequação dos materiais, para mais uma operação. E tudo isso visando sempre estar pronto quando for necessário”, subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.

A manutenção dos equipamentos é parte importante da Operação Pantanal. “Contamos com uma grande quantidade de materiais na reserva técnica. Então a gente fez esse primeiro acionamento exatamente para dar a manutenção e deixar todos os equipamentos em pronto emprego. Ainda vamos fazer os testes operacionais em alguns equipamentos que a gente recebeu, como alguns drones com capacidade de rastreamento térmico. Vamos deixar tudo em condições para o início da temporada, empenho, execução de operações, e assim estar em condições de atuar em todo o território do Mato Grosso do Sul”, disse o capitão Samuel Pedrozo.

Como parte das ações de preparação, também é realizado o trabalho de treinamento e instalação das brigadas de incêndios em propriedades rurais dos biomas. “As brigadas são uma estratégia de sucesso. Nós disponibilizamos conhecimento, equipamentos, técnicas e práticas, e assim os moradores, as comunidades locais podem se preparar melhor, aumentando a resiliência desses locais e fazendo com que, num eventual sinistro, os danos sejam menores”, disse o major.

Neste início do trabalho também é organizada a reativação das bases avançadas e queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e das Nascentes do Rio Taquari.

Entre as principais estratégias adotadas para agilizar o combate em solo está a permanência das bases avançadas em diferentes regiões do Pantanal, o que permite uma resposta eficiente aos focos de incêndio, reduzindo a área atingida pelo fogo. Os resultados dessas ações foram evidentes em 2025, quando o Estado registrou redução expressiva no número de focos de calor e na área queimada no Pantanal.

“Os biomas do nosso Estado queimam, Cerrado e Pantanal convivem com o fogo. Então o uso da queima prescrita permite um manejo do material combustível em períodos mais confortáveis, com menos impacto à flora e fauna. Nesta pré-temporada, a gente está com queima prescrita prevista, em ambos os parques estaduais, que são unidades de conservação. Nós faremos atividade visando a preservação e conservação ambiental”, afirmou Teixeira.

No mês de janeiro deste ano, o trabalho de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais ocorreu de forma intensa após período de estiagem e aumento dos focos de calor, especialmente na região pantaneira. O fogo atingiu a área limítrofe do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, norte da Serra de Bodoquena, e outros dois no Nabileque e na região norte do município de Corumbá, próximo ao Rio Paraguai.

O cenário de densa vegetação já recuperada dos incêndios florestais de 2024, aliado ao período prolongado com baixo índice de chuvas, foram os fatores que contribuíram para a ocorrência do fogo no mês passado. “Nós queremos que o fogo seja sempre prescrito, evitando os grandes incêndios. No começo do ano nós tivemos incêndios, entretanto, a cicatriz que deixa essa queimada, ajuda a proteger algumas regiões mais sensíveis”, explicou o major da DPA.

Clima

A possibilidade de ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado, tem previsão de intensificação por conta da influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região.

No Estado, o fenômeno atua de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes – situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno – e provoca também irregularidades de chuva. Diante do cenário, o Estado já conta com a estrutura de resposta ágil, que envolve tecnologia, mobilização com aeronaves e por terra nas bases avançadas, além de um planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende, Secom/MS

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