Comércio e toque de recolher tem alterados e passe de ônibus é cortado

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04/12/2020
Redação

Procurado ao aumento dos casos e, principalmente da taxa de ocupação dos leitos de UTI da Covid-19, Prefeitura de Campo Grande decidiu por medidas restritivas na Capital, que devem começar na segunda-feira (7).

Entre as medidas, está a alteração do toque de recolher, que escolher duas horas mais cedo, com vigência das 22h às 5h. Atualmente, o horário é de meia-noite até 5h.

O horário especial do comércio para o fim do ano, que seria estendido para até 22h, foi cancelado.

Reunião foi realizada nesta manhã com representantes da prefeitura, governo e representantes de hospitais públicos e privados do Estado, para tentar encontrar medidas para evitar o colapso do sistema de saúde diante do agravamento da pandemia.

Além do toque de recolher, ficou decidido que o transporte coletivo também terá novas restrições. Os passes do estudante e o de gratuidade dos idosos será suspenso.

Terminais ficarão abertos até às 23h e ônibus devem circular com capacidade de lotação de 70%.

O comércio está autorizado a abrir das 8h às 21h, com 40% da capacidade máxima de clientes. Shoppings funcionarão das 10h às 22h.

Durante o toque de recolher, os estabelecimentos comerciais devem fechar as portas, mas é permitida a venda por delivery.

Equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) e Vigilância Sanitária serão ampliadas, com consequente aumento de blitz de prevenção e orientação, principalmente para evitar a mistura álcool e direção, responsável por vários acidentes em que as vítimas também podem ocupar leitos de UTI.

Conforme o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, atualmente a Capital tem 395 leitos, com 357 deles já ocupados. Para os próximos dias, expectativa é de ampliar esse quantitativo, com a contratação de mais 68 leitos de UTI em hospitais públicos e privados.

Conforme boletim divulgado hoje, Campo Grande tem 47.619 casos confirmados de Covid-19 e 797 mortes pela doença.

“Conseguimos construir uma medida que possa levar em questão as atividades públicas, da parte da saúde e financeira”, disse o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Decreto com todas as restrições sera publicado em Diário Oficial nesta sexta-feira (4).

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