Consumidores de MS buscam R$ 1,2 bilhão em empréstimos

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27/09/2018
Redação

Foram 349.581 operações contratadas até junho no Estado, alta de 7,53%.

Empréstimo sem consignação em folha somou 349.581 operações em Mato Grosso do Sul até o mês de junho, resultando em uma carteira ativa de R$ 1,25 bilhão. Os dados são do Sistema de Informações de Crédito (SFC) do Banco Central e mostram que, no intervalo de três meses, cresceu 7,53% o número de operações nessa modalidade no Estado.

Em março, de acordo com relatório do BC, foram registradas 325.107 contratações. Já o valor da carteira ativa desse tipo de empréstimo, até então de R$ 1,41 bilhão, apresentou aumento de 4,03% em MS no período comparado.

De acordo com o economista Sérgio Bastos, esse comportamento pode ser resultado da necessidade que o consumidor tem de captar dinheiro, por causa do aumento de dívidas. “Estamos há três anos em um processo de crise, é uma crise longa, e aqueles que conseguem ‘pedalar’ para o mês seguinte pagam parte das dívidas e deixam o restante para liquidar mais adiante.

Porém quando você está com dívidas no cartão de crédito e no cheque especial, pode chegar a um ponto em que não consegue mais pagar. Com um juro mais baixo, o empréstimo tem como objetivo mudar o perfil da dívida e sair dos juros altos. A grande questão é que a pessoa pode fazer isso de uma forma salutar; não pode incorrer na criação de novas dívidas”, alerta.

Quando vai fazer uma operação como essa, orienta o economista, o consumidor tem de fazer o compromisso de que pelos próximos seis meses ou um ano, por exemplo, não vai entrar no cheque especial, no limite do cartão de  crédito. “Tem de ter paciência e perseverança para liquidar a dívida que pagou com esse empréstimo antes de contrair novas dívidas”, ressaltou.

CONSIGNADO
Ainda conforme os dados do Banco Central, os empréstimos consignados em folha apresentaram crescimento menor que os sem consignação entre março e junho no Estado, passando de 834.452 para 838.268 operações (+0,45%). Já o valor da carteira ativa da modalidade aumentou 2,22%, de R$ 5,58 bilhões para R$ 5,71 bilhões.

De acordo com o economista Sérgio Bastos, mesmo com juros mais baixos no comparativo com outros tipos de crédito, o empréstimo pessoal é um compromisso igual ao do empréstimo consignado e sua contratação deve ser avaliada com cautela. “Acaba sendo um parcelamento. O sistema financeiro dá a impressão de que fazendo a operação a dívida acabou, mas na verdade a pessoa vai assumir um compromisso por meses, anos até”, alertou.

Ele lembra ainda que a partir do ano passado, houve mudanças nas taxas de juro do crédito consignado, para diminuir o estoque de dívida que a pessoa tem. “Se não consegue pagar tudo, pode refinanciar, mas é uma bola de neve. Os gastos sempre devem caber nos ganhos”, pontuou.

Nesse contexto, a inserção de uma nova modalidade de empréstimo consignado, com o uso do FGTS, é considerado positivo, ao possibilitar a redução dos juros, “hoje corrosivos”. Porém, também para essa operação, vale a mesma regra. “Por exemplo, se eu tenho uma dívida de R$ 5 mil, penso assim: parcelo em 10 vezes e vou pagando. Só que vai ter que pagar essa parcela e mais R$ 2 mil ou R$ 3 mil”, completou.

 

Fonte: Correio do Estado

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