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Entrevista: Uma família de Mulheres empreendedoras.

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22/03/2021
Redação

O mês que reforça a força da mulher e a busca por mais representatividade, está cheio de boas histórias.

Pra fortalecer ainda mais nosso espaço de visibilidade feminina tivemos o prazer de entrevistar também três grandes mulheres que movimentam o mercado de móveis em Dourados e região. Mãe e filhas que estão a frente das empresas Golfinho Móveis e Golfinho Baby, Claudete Fortes Lopes, Tatiane Fortes Lopes De Dea e Izabela Renata Fortes Lopes.

Começamos a conversa com a matriarca, Claudete.

1- Quem é a Claudete? Conte sua história e a relação com a Golfinho Móveis?

A Claudete é mãe, esposa e avó de uma princesa linda.

Tem 52 anos, é casada a 33 anos e tem 3 filhos, duas meninas e um menino. Todos trabalham com a gente na loja.

A Golfinho Móveis surgiu nos anos 2000, com um convite de um amigo do meu marido para empreender. Meu marido foi bancário e um excelente administrador, tanto nos negócios, quanto dentro de nossa família. Isso foi combustível para investirmos em algo nosso. Eu quando solteira, também trabalhava em agências bancárias, depois de casada quando engravidei, fui dona de casa, até inaugurarmos a empresa, então decidi ir para a loja e voltar a trabalhar.

Hoje empregamos aproximadamente 45 funcionários na rede toda, e eu busco trazer sempre o reflexo de uma empresa familiar, lá todos se ouvem e se respeitam, creio que isso seja um fator de muita importância para qualquer empresa.

A filha primogênita Tatiane, é a gestora responsável pela Golfinho Baby, lolja da rede especializada em móveis infantis, enxovais, brinquedos e acessórios para as mamães e bebês em geral.

2- E a Tatiane Lopes, fale um pouco sobre ela? Como foi o início de carreira como gestora da Golfinho Baby?

Eu sou a Tatiane, a filha mais velha (risos), tenho 30 anos, sou casada e tenho uma filha de um ano de quatro meses. Me formei em Direito, trabalhei quatro anos na área da advocacia, mas descobri que o que eu gosto mesmo é de estar em contato com o público. Quando pensamos em montar uma loja infantil, eu já falei “pai, eu quero ir pra loja”, e entrei para administrar a Golfinho Baby, ele foi me ensinando e hoje eu gerencio a loja sozinha.

Entre todos os fornecedores e representantes com quem eu lido diariamente o ambiente é predominantemente masculino, mas eu consigo transitar nesse espaço tranquilamente. Gerencio pedidos, faço todas as demandas administrativas, atendo clientes, trato das funções organizacionais da loja, sempre com todo cuidado e prezando pela excelência.

Eu acho que nós, mulheres exercemos multitarefas. Quando estava grávida trabalhei até dois dias antes de ganhar neném, e, dois dias depois da Luiza vir ao mundo eu já estava trabalhando de casa, com celular, computador e fazendo toda comunicação necessária para gerir a loja.

A Golfinho Baby tem crescido a cada dia. Hoje estamos ampliando a loja pela segunda vez, vamos abrir piso superior e outras mudanças. Toda parte do projeto de ampliação sou eu quem decido e bato o martelo no que for preciso.

Na sequência falamos com a caçula, Isabella, que também está atuando e empreendendo com sua família.

3- Izabela, conte sobre você, sua trajetória de jovem profissional e hoje a frente da loja com os pais.

Eu sou a mais nova, tenho 24 anos, me formei em Direito e depois cursei Design de Interiores, já pensando na loja em trabalhar lá e ajudar meus pais.

Finalizei a primeira faculdade com 22 anos e já fui pra Golfinho Móveis, comecei sem saber nada e hoje eu conheço todos os produtos, preços, entradas e saídas.

Me considero a mais sistemática da família (risos), observo muito e sempre externo minhas opiniões para que as melhorias aconteçam. Além da área administrativa, fico a frente da parte de projetos, trabalhamos com modulados e isso facilita e barateia o custo de alguns projetos para os nossos clientes.

Provavelmente ainda em 2021, vamos inaugurar mais uma loja em Dourados e eu estarei a frente da gestão, pois será uma unidade com foco maior para a área de projetos.

 

4- Na empresa, vocês encontram ou encontraram alguma dificuldade por serem mulheres?

Tatiane responde: Vou falar por nós três. Considero que nunca encontramos dificuldades nesse sentido, eu olho para minha irmã e minha mãe e enxergo mulheres fortes e de opinião, o que facilita nossa comunicação e a gestão das empresas. Meu pai nos ouve muito, confia na gente e isso faz toda diferença.

 

5- Qual a mensagem que vocês deixam para as mulheres que querem empreender e às vezes tem medo ou insegurança?

Claudete responde:

Durante muito tempo, acreditou-se que as realizações das mulheres se baseavam apenas aos cuidados com o lar e a maternidade, mas sabemos que hoje não é assim, nós estamos conquistando cada vez mais espaços no meio empresarial. São muitos os exemplos de mulheres fortes a frente de grandes corporações. Não é fácil, mas entendo que não devemos nos limitaras questões de gênero. Empreendedorismo feminino é muito sobre coragem, competência, persistência e disciplina. Muitas mulheres têm medo do fracasso porque fomos condicionadas a dar conta de tudo, mas não podemos deixar que os desafios da vida nos abalem. Desejo que as mulheres aproveitem suas potencialidades e facilidades de comunicação para realizar seus sonhos de empreender, e acreditem, com dedicação é possível!

 

Entrevista por Thaise Dias – DRT 261/MS

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