quinta-feira, 29 fev 2024

Governo espera União para equacionar falta d’água em todas as aldeias de MS
Governo do MS

Governo espera União para equacionar falta d’água em todas as aldeias de MS

Redação
29 setembro – 2023 | 9:09

O Governo de Mato Grosso do Sul espera uma posição do Governo Federal para dar andamento ao projeto elaborado a partir do estudo conduzido pelo GT (Grupo de Trabalho) criado com propostas já encaminhadas para resolver o desabastecimento de água nas aldeias Bororó e Jaguapiru, que juntas formam a Reserva Indígena de Dourados.

“Não é só aqui, mas nas 48 comunidades indígenas que tem problemas de abastecimento de água, queremos solucionar no conjunto dessas comunidades”, afirmou o governador Eduardo Riedel ao ser abordado pela imprensa durante participação, na noite desta terça-feira (26), da cerimônia de posse do reitor e da vice-reitora, Laércio Carvalho e Luciana Ferreira, na Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Dourados.

Segundo o governador, o assunto que afeta as comunidades indígenas vem sendo tratado, no âmbito do Estado, pelo vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), “que tem capitaneado pessoalmente o Grupo de Trabalho, já chamamos a Sesai [a Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Governo Federal] aqui para mostrar o projeto feito junto com a Sanesul, mas a gente tem que equacionar uma solução em definitivo”, disse Riedel.

A Sanesul tem proporcionado com que caminhões-pipa garantam o fornecimento de água, duas vezes por dia, para minimizar o problema nas aldeias, mas só isso não basta. “Com esse calor de 40 graus, na média, a que estamos submetidos nos últimos dias, queremos solucionar a questão no conjunto dessas comunidades”, reforçou Riedel.

O vice-governador Barbosinha apresentou, na semana passada, aos técnicos da Coaep (Coordenação de Análise e Elaboração de Projetos de Infraestrutura e Saneamento) da Sesai, o coordenador Matheus Fabricio Dias Pereira de Faria, e o chefe do Dsei (Distrito de Saúde Especial Indígena) em Mato Grosso do Sul, Arildo Alves Alcântara, o projeto que prevê a alocação de recursos da ordem de R$ 34 milhões do Governo Federal no sentido de garantir, “pelos menos, para os próximos 10 a 15 anos, o abastecimento das famílias que sofrem com essa falta de água na Reserva”, como salientou o coordenador do GT aos demais órgãos envolvidos.

Segundo os estudos do Governo, a proposta final prevê ações para garantir o abastecimento das cerca de 6.000 famílias que sofrem com a falta de água. Entretanto, a decisão final, para tirar as medidas do papel, cabe à Sesai junto aos organismos do Governo, como o Ministério da Saúde e o Ministério dos Povos Originários, responsáveis pela saúde e saneamento e o cuidado com os povos indígenas no país. Conforme o vice-governador, que coordenou o estudo, o projeto é esforço do Governo de MS para auxiliar a União a resolver a falta de água potável que atinge a Reserva de Dourados, onde moram mais de 20 mil pessoas.

“É preciso deixar bem claro que essa responsabilidade não cabe ao Estado, estamos agindo como uma instância de colaboração com o Governo Federal, mas é bom frisar, também, o trabalho gigantesco que é realizado pela reduzida equipe da Sesai no atendimento às comunidades indígenas em todo o território sul-mato-grossense e o que a gente percebe é que nem mesmo a própria União tem a exata dimensão do tamanho desse problema”, disse Barbosinha.

 

Clóvis de Oliveira

Fotos: Saul Schramm

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