O estado de Mato Grosso do Sul registrou números positivos na produção de etanol, bioenergia e açúcar na última safra, segundo o presidente da Biosul (Associação de Produtores de Bionergia), Roberto Hollanda. Apesar da crise econômica, os produtores de cana-de-açúcar em MS comemoram a safra de 2018, considerada de recuperação, já que na anterior foram registrados grandes prejuízos por conta do clima.
Com usinas atuando diretamente em 39 municípios, 78% no Conesul, o MS está em 4º lugar no país em relação ao volume de cana moída em 2018, totalizando 49,5 milhões de toneladas. Dos produtos da cana, o Estado é o 5º maior produtor de açúcar, onde 74% é do tipo VHP (Very High Polarization), tipo exportação, comprado fortemente no mundo árabe, Rússia e leste europeu.
Já na produção de etanol, o estado é o terceiro principal produtor nacional, os principais consumidores do produto sul-mato-grossense são os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Roberto Hollanda destacou a atuação das usinas de “etanol flex”. “Estão se fixando, aqui no Mato Grosso do Sul, quatro usinas que produzem etanol da cana e também do milho”, afirmou.
Apesar de ser o terceiro no ranking de produção, aqui em MS somente 16% da população consome etanol produzido, esta tem sido a maior dificuldade e colocando o estado abaixo dos quatro principais consumidores do produto. Uma outra importante conquista é a produção, completamente sustentável e renovável, da bioenergia. Foram exportados 2.586 GWh de bioeletricidade em 2018, comparando com o consumo anual do Estado, de 1.792 GWh, é quase o dobro do que é consumido acaba abastecendo outras regiões. “Antigamente tínhamos o problema do que fazer com o bagaço da cana, agora já estamos consolidados na produção a energia a partir da queima desse bagaço. É importante pontuar que reutilizamos até a fuligem que solta, que são retidas e voltam para o campo em forma de adubo”, destacou Hollanda.
Outro dado positivo segundo a Biosul estão relacionados ao emprega e renda gerados pela produção, de forma direta e indireta. A cana gera segunda maior massa salarial do setor produtivo do Estado, são R$ 834 milhões de total a ser pago em salários. Para a próxima safra, que iniciou em 1º de abril e vai até 30 de março de 2020. A perspectiva é de 819.339 mil hectares cultivados, o que gera um ganho de 1% em relação ao último ano, totalizando 76,38 toneladas de cana-de-açúcar para 2020.
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