Operação contra núcleo duro do PCC vasculhou Presídio de Segurança Máxima durante a manhã de quarta-feira (27) e encontra sacola com celulares

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28/11/2019
Izabela Sanchez
Policiais do batalhão de choque da PM caminham com cães farejadores (Marcos Maluf)

Horas depois da operação Flash Black, que uniu Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Batalhão de Choque da Polícia Militar e vasculhou o Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande, na quarta-feira (27), a polícia encontrou, em rua ao lado, sacola com celulares.

Segundo o registro policial, a sacola foi encontrada na Rua do Bananal, no Jardim Noroeste, ao lado da Máxima, com três aparelhos de celular, quatro fones de ouvido e quatro carregadores, por volta das 22h30. No pátio do presídio, a polícia encontrou pacote com 160 gramas de maconha, que teria sido arremessada, diz o boletim registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimeto Comunitário) do Centro.

A operação deflagrada na quarta-feira tinha como alvo núclo duro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Na Penitenciária de Segurança Máxima e em Dourados, a 233 km da Capital, teve 12 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão. O principal alvo das ações está preso em Mato Grosso do Sul e é apontado como o novo líder da facção paulista.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, sete meses de investigação relevaram que o principal núcleo de atuação da facção está em Mato Grosso do Sul. Ordens de “justiçamento” para todo o País são feitos de dentro de uma unidade prisional de Estado, pelo preso conhecido como “Maré Alta”.

Marcelo Lima Gomes, 36 anos, ordenava quem “caía” pelas mãos da organização em todo Brasil de dentro da cela. Ele está no sistema prisional de Mato Grosso do Sul desde 2013 e foi identificado como líder do núcleo “Geral do Estado” durante as investigações da Operação Flash Back, que também foi realizada em outros Estados.

Dentro da organização, cada estado tem um “Geral”. Ele é responsável por liderar as atividades criminosas, controlando e orientando os integrantes na execução de crimes, além de indicar a conduta correta a eles. Marcelo, segundo as investigações, coordenava todo esse setor, exercendo a função de “Resumo”.