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Operação do Gaeco pode levar a impeachment de Délia Razuk

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17/07/2020
Redação

A prefeita Délia Razuk (PTB) pode sofrer processo de impeachment após a Operação Contágio, que foi deflagrada na quarta-feira (15) e afastou o secretário de Fazenda, Carlos Dobes, o procurador-geral do município, Sérgio Henrique Pereira Martins Araújo, e outras servidoras da administração, incluindo a profissional de carreira e ex-secretária de Saúde Berenice Machado.

A informação foi repassada pelo presidente da Câmara, vereador Alan Guedes (PP), que afirmou ver a situação com cautela.

A mesa diretora do Legislativo entrou com pedido na 2ª Vara Criminal a fim de obter acesso aos dados sigilosos da investigação.

Segundo Guedes, a situação tem sido tratada com cautela e “muita preocupação”.

“Precisamos ter acesso aos dados sigilosos na Justiça. Queremos avaliar os fundamentos do Ministério Público para então tomarmos as medidas pertinentes”, afirmou.

Alan considerou o fato de a Procuradoria-Geral do Município ter sido alvo da ação como um agravante em relação a outras ocorrências que envolveram o alto escalão de Délia Razuk.

Para o parlamentar, apesar de não estar inserida no rol de investigados, a prefeita tem responsabilidade por ser a chefe do poder.

O pedido de impeachment deve ser considerado em razão da falta de fiscalização da gestora, que sofre a sétima operação policial dentro da administração. Apenas uma delas não foi ligada diretamente ao setor financeiro.

Prefeita calou-se

Como no serviço público tudo precisa ser muito bem explicado, dar satisfações ao eleitorado que a elegeu não pareceu uma boa saída. Desde que assumiu o comando da maior cidade do interior do Estado, Délia Razuk já viu homens do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Federal “vasculharem” os departamentos da prefeitura várias vezes.

O primeiro episódio ocorreu em 2018, quando o MPMS tomou as secretarias de Educação e Administração para investigar a contratação irregular de profissionais comissionados para as Pastas.

Os agentes previam que a então secretária de Educação Denize Portolan pudesse estar utilizando o cargo para beneficiar aliados e, o pior, ocupando com cargos comissionados o que poderiam ser vagas puras. Naquela época, ninguém foi preso e o retorno das aulas foi comprometido.

Em 2019, o juiz José Domingues Filho decretou a extinção do processo, mediando acordo que incluiu o pagamento de honorários à perita do MPE pela prefeitura.

Poucos meses depois, em outubro de 2018, nova operação foi deflagrada. Desta vez a Pregão, que investigava fraudes em licitações envolvendo contratos com empresas de serviço terceirizado.

Na época, foram presos o então secretário municipal de Fazenda João Fava Neto, o presidente da Comissão Permanente de Licitação do município, Anilton Garcia de Souza, e Denize Portollan, à época vereadora e ex-secretária municipal de Educação.

Além deles, também acabou atrás das grades o empresário Messias José da Silva, proprietário da Douraser Prestadora de Serviços de Limpeza e Conservação.

Fonte: Correio do Estado

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