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QUARENTINE MODE ON

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13/05/2020
Kerolay Costa

Você consegue se lembrar de como era tudo há alguns poucos meses atrás? Você se lembra de todas as promessas que fez, e de tudo que em 2019 deixou para trás? Você consegue recordar do último passeio que deu no centro da cidade, com uma parada obrigatória em uma pizzaria, ou saiu com os amigos para relaxar?
As memórias ficaram um pouco vagas na lembrança, de um tempo que a maior preocupação era de dar tempo no final de semana, de ir com a família fazer a compra do mês, o que em alguns dias depois se tornou medo entre muitos, pensando que haveria período de escassez, e nem pensar entrar juntos de dois ou três.

Na segunda feira, a agenda do trabalho estava sendo aberta para alinhar os objetivos do dia, o que hoje para algumas pessoas se tornou motivo de histeria pois enquanto segura a agenda ainda sem escrever, com escritório improvisado para o trabalho atender, prepara para o filho o pão, termina rápido de ajeitá-lo pois em breve haverá de forma on line uma reunião

Filho pequeno em casa, depois da reunião ainda há sua aula, que a professora já o aguarda com caneta e papel na mão, o filho e a mãe lhe dispensando atenção, o professor com receio sem nenhum tipo de preparação nesse tipo de situação, mas o pedido deve ser cumprido e a educação dar continuidade em seu sentido.

O que era necessidade de repente vira luxo, sair para abastecer o carro, ir ao mercado, mas espera: Com que dinheiro? O dinheiro prometido continua no aguardo, ficar em casa com os filhos, a casa, a louça, as incertezas e os sentidos. “Bem vindos” diz o tapete da minha casa, mas quem mesmo está aqui vindo?

As notícias compartilhadas começam a ser então dosadas, para o sentimento de medo e de incerteza não nos enlouquecer, para o sentido de esperança brotar e a tristeza retroceder. Os cuidados crescem, as mãos ressecam pelo sabonete que se passa de hora em hora, afinal se cuidar é preciso agora. Pensar em si, e no próximo, é a prioridade agora. Cuidar de quem se ama.

Que não haja proveito das dores dos entes queridos para palanques políticos. Que não haja falsas notícias tapando o grito dos enfermos e doentes que têm famílias onde são muito queridos. Que haja conscientização, e principalmente respeito por quem está à frente de uma desconhecida fonte de contaminação, que o silêncio nas casas em suas noites, agora de frio geladas sejam de reflexão ao que de mais valioso na vida nós temos, ao que não temos dado importância e que agora percebemos.

Que continuemos a fotografar as paisagens que aparecem da janela da casa, que ainda exista campanhas de valorização ao profissional da saúde, que ainda exista carinho nos professores que preparam as aulas… Quanto tempo vai durar eu não sei, quantas pessoas estão sofrendo e ainda sofrerão, eu não sei: mas junte e gaste sua energia firmando-se em sua fé/crença, e principalmente no que têm sido pela Ciência e Pesquisas divulgado.

Quaretine modo on se não fisicamente: com empatia no coração.

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