Em evento da XP, governador de MS detalha modelo de gestão pública que prioriza articulação institucional, previsibilidade e responsabilidade fiscal, sem aumentar a carga tributária.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apresentou uma visão clara e moderna sobre o papel do Estado na economia brasileira. Em um evento promovido pela XP em São Paulo, Riedel enfatizou que a função primordial do governo não é “comandar a economia”, mas sim criar um ambiente propício para o florescimento do investimento privado.
Sua proposta de gestão pública é alicerçada em pilares fundamentais: a articulação institucional, a previsibilidade nas ações governamentais e uma rigorosa responsabilidade fiscal. Um ponto crucial dessa estratégia é a garantia de que não haverá aumento da pressão tributária sobre o setor produtivo, um alívio para empresas e empreendedores que buscam segurança para investir em Mato Grosso do Sul.
Riedel desmistificou a antiga percepção de um governo centralizador. “Passou muito tempo daquela ideia de ‘eu sou o governo e aqui a gente comanda’. Não. A gente é gerenciador de funções muito claras, muito objetivas, e tem que reunir diferentes stakeholders com boas oportunidades de investimento”, explicou o governador, sublinhando a importância de um poder público que atua como catalisador de oportunidades.
Para que essa lógica funcione plenamente, a harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e os órgãos de controle é indispensável. “Reunir as condições para ter harmonia institucional para isso acontecer talvez seja o grande papel nosso como agentes políticos dessa história”, afirmou Riedel, destacando a colaboração como chave para o sucesso da gestão.
Na esfera fiscal, o governador fez questão de diferenciar sua abordagem da simples ampliação da carga tributária. Ele ressaltou que o Estado tem mantido o ajuste das contas públicas sem onerar o setor produtivo. “Não abrimos mão do equilíbrio fiscal em nenhum momento. Não pressionar o privado com tributação e, ao mesmo tempo, garantir capacidade de investimento do Estado”, declarou, evidenciando um compromisso com a sustentabilidade financeira e o desenvolvimento.
Esse modelo, segundo Riedel, gera um ciclo virtuoso: maior confiança do mercado, atração de mais investimentos e, consequentemente, melhores resultados econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul. “Quando todo mundo enxerga o resultado e ele é benéfico para a própria política, a política se beneficia disso”, argumentou, mostrando a interconexão entre boa gestão e reconhecimento político.
Para o governador, o desafio atual do político é transcender a lógica do protagonismo individual e abraçar o papel de articulador. “Nosso papel é criar esse ambiente de confiança e bons projetos para o Estado, para o benefício da sociedade”, concluiu, reforçando a visão de um líder que constrói pontes e fomenta o progresso coletivo.







