Ronaldinho entra para Calçada da Fama do Maracanã: “É um dos maiores troféus da carreira”

09 janeiro – 2019 | 6:06

Duas vezes melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho enfim eternizou seus pés na Calçada da Fama do Maracanã, em evento realizado na tarde desta terça-feira. O pentacampeão chegou a receber o convite para fazer o molde da pegada em 2011, quando ainda defendia o Flamengo e o estádio estava em obras para a Copa do Mundo, mas a homenagem não aconteceu…

– Na época (do convite, em 2011), eu ainda estava em atividade e as datas não bateram, mas graças a Deus hoje deu tudo certo.

“É um dos maiores trofeus da minha carreira”, disse o craque ao ser homenageado.

O convite divulgado pelo Consórcio Maracanã S.A, administrador do estádio desde 2013, dizia que R10 havia gravado os moldes, sim, há oito anos. No entanto, não há registros do ocorrido – inclusive a pegada do craque nem consta no inventário produzido pela própria concessionária com todas as peças que estavam no depósito do estádio, quando o assumiu.

Ronaldinho Gaúcho exibe a marca dos pés que ficarão na calçada da fama do Maracanã — Foto: Paula Carvalho

Ronaldinho Gaúcho exibe a marca dos pés que ficarão na calçada da fama do Maracanã — Foto: Paula Carvalho

O evento realizado no início da tarde desta terça-feira no Maracanã contou com a presença do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, (que brincou ao chamar o jogador de Ronaldinho Carioca) e foi animado com a participação da bateria da bateria do Renascer de Jacarepaguá. Além disso, muitos torcedores prestigiaram o evento, entre eles estrangeiros.

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Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também participa da homenagem a R10. O craque e político brincam antes do início da gravação da placa.

Sumiço das placas

A ida de Ronaldinho ao Maracanã faz parte da tentativa do Consórcio Maracanã S.A, administrador do estádio desde 2013, em recuperar parte do antigo acervo do museu. Afinal,dezenas de placas gravadas para a Calçada da Fama do Maracanã sumiram. Em 2010, o acervo do estádio chegou a 100 pegadas, mas as obras para a Copa do Mundo de 2014 e o descaso das autoridades fizeram com que muitas se perdessem – inclusive de ídolos já falecidos como Bellini, Nilton Santos e Sócrates. A Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (SEELJE), antiga Suderj, não sabe dizer onde elas estão.

O atual Consórcio do Maracanã, por sua vez, garante não ter recebido o material da Suderj, responsável pelo acervo até 2013. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente da concessionária, Mauro Darzé, afirmou que todo material recebido está exposto no tour.

– Todas as peças que efetivamente recebemos, disponibilizamos para o público. E ao longo desse tempo, fomos percebendo que algumas peças… Ninguém diz o que aconteceu com elas. A gente trabalha para não somente preservar as peças que formalmente recebemos, mas aumentar o acervo do museu.

Homenagem a Ronaldinho Gaúcho tem até escola de samba no Maracanã

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O desaparecimento de várias placas veio à tona após Marta regravar seus pés na Calçada da Fama em dezembro de 2018. Ela já havia sido homenageada em 2007, após a conquista do ouro no Pan-Americano.

+ Onde estão os pés de Marta? Nem Maracanã, nem Suderj sabem responder

Ronaldinho Gaúcho oficializou sua aposentadoria dos gramados em janeiro de 2018. Seu último clube, no entanto, foi três anos antes – quando defendeu o Fluminense em nove jogos. Em toda sua carreira como profissional, o craque disputou 776 partidas e marcou 278 gols.

Ronaldinho Gaúcho chega para deixar sua marca na Calçada da Fama do Maracanã

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Em 1998, R10 estreou pelos profissionais do Grêmio, clube que o revelou, e por lá permaneceu até 2001, quando foi vendido ao Paris Saint-Germain. Em 2002, o ex-jogador foi pentacampeão do mundo – ao lado de Ronaldo, Rivaldo e cia – e, no ano seguinte, foi transferido para o Barcelona, onde viveu o auge da sua carreira. Após fazer história na Catalunha, o craque foi para o Milan, em 2008, e por lá permaneceu por três anos.

+ Ronaldinho Gaúcho oficializa aposentadoria: “Sonho realizado”

Em 2011, Ronaldinho voltou ao Brasil para defender o Flamengo – e apesar do bom início no clube, sua saída, no ano seguinte, foi marcada por polêmicas. O Atlético-MG foi o seu destino e onde o “bruxo” retomou o bom futebol. Em 2015, R10 defendeu Querétaro, do México, e Fluminense, mas pouco rendeu.

Ao todo, o ex-astro conquistou nove títulos internacionais – sendo os principais Copa do Mundo, Copa das Confederações e Copa América, pela Seleção Brasileira; e Liga dos Campeões, Libertadores e Recopa, pelo Barcelona e Atlético-MG. E seis títulos nacionais: quatro pelo Barça, um pelo Milan e a Copa do Brasil pelo Galo.View image on Twitter

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Confira trechos da coletiva de Ronaldinho nesta terça

História no futebol

Eu só tenho a agradecer a todos. Minha história no futebol, minha família. Momento único (estar aqui), maravilhoso. Estar no maior estádio de todos os tempos, receber essa homanegam é muito emocionante. Só tenho agradecer. É um prazer.

Aposentadoria

Muito recente. Parei de jogar, mas a vida segue muito ativa, com muitas viagens. Nunca parei para pensar muito (sobre aposentadoria). Sou muito realizado de ter conquistado tudo que conquistei.

Ronaldinho Gaúcho coloca os pés na calçada da fama do Maracanã — Foto: EFE

Ronaldinho Gaúcho coloca os pés na calçada da fama do Maracanã — Foto: EFE

Partida de despedida?

Há a possibilidade depois do Carnaval. Tomara que sim (que seja no Rio de Janeiro).

Momento mais marcante no Maracanã

Difícil escolher um. Desde os 15 anos eu jogo no Maracanã, desde as categorias de base. Desde lá até o último ano da carreira (quando defendeu o Fluminense). São muitos momentos maravilhosos. Não tem como escolher um.

O que sente falta da época de jogador? E o que não sente?

Saudade de tudo, principalmente das amizades. As vezes, a gente convive mais com os companheiros de time do que com a própria família. A concentração, eu não gostava muito não (risos). Mas é algo que a gente aprende a conviver.

Ronaldinho Gaúcho com o governador do Rio, Wilson Witzel — Foto: EFE

Ronaldinho Gaúcho com o governador do Rio, Wilson Witzel — Foto: EFE

Globo Esporte

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