quinta-feira, 18 jul 2024

Trio que assassinou pecuarista ponta-poranense é condenado a 72 anos de prisão

Trio que assassinou pecuarista ponta-poranense é condenado a 72 anos de prisão

31 maio – 2023 | 16:16

O trio acusado da morte da pecuarista Andreia Aquino Flores, de 38 anos, assassinada no dia 28 de julho de 2022, foi condenado pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande. Uma das funcionárias que trabalhava na casa da pecuarista estava envolvida no crime.

Foram condenados Pedro Benhur, Jessica Neves Antunes e Lucimara Rosa Neves, sendo que Pedro foi condenado a 20 anos de reclusão e 10 dias-multa, já Jéssica foi condenada a 24 anos de reclusão e 12 dias-multa e Lucimara condenada a 28 anos de reclusão e 14 dias-multa.

 

A sentença foi publicada em Diário da Justiça do dia 26 deste mês. Todos terão de cumprir as penas em regime fechado sem substituição. O total das penas do trio é de 72 anos de reclusão.

Andreia foi assassinada com um mata-leão em um plano de falso roubo arquitetado por Lucimara, que trabalhava na residência e teve ajuda do cunhado e da filha.

Falso roubo

Junto com a filha e o cunhado, a funcionária teria arquitetado o falso roubo. O cunhado foi chamado para executar o plano no dia 28 de julho de 2022.

O trio teria se encontrado em uma pastelaria, no Tiradentes, para acertar detalhes do plano, três dias antes. Mãe e filha ainda teriam ido até uma loja para comprar um simulacro de arma de fogo e um boné.

No dia do crime, as duas funcionárias foram até ao supermercado e deixaram o carro sem travar, para que o cunhado entrasse e fosse com elas até o condomínio.

Ainda no mercado, o cartão delas não teria passado pela compra de R$ 700 e Andreia, então, teria feito um Pix no valor de R$ 1 mil.

Quando chegaram ao condomínio, o homem desceu do carro com a sobrinha, enquanto a funcionária permaneceu no veículo, para ‘dar fuga’.

Ela chegou a dizer em depoimento que pensou em desistir do crime, mas que o cunhado insistia. Ele ainda teria dito que, ao invés de exigir R$ 50 mil de Andreia, pediria R$ 80 mil, para que, caso fossem pegos, ‘o crime valesse a pena’.

Andreia estava na sala quando os autores entraram.

O homem a agrediu, tampou a boca da vítima com um pano e a esganou, assim ela acabou desfalecendo. Após perceber a demora, a funcionária entrou na casa, encontrando Andreia já desacordada. Os suspeitos então levaram a vítima para o andar de cima.

A pecuarista foi colocada em um quarto, na cama, e a funcionária chegou a jogar água para ver se ela acordava. Os suspeitos fugiram e mãe e filha ainda mentiram sobre o sequestro.

O que as funcionárias disseram para a polícia

Assim que as equipes policiais chegaram ao condomínio, as funcionárias disseram que tinham sido sequestradas no supermercado e obrigadas a levarem dois bandidos até a casa da vítima.

Mas, foi descoberto pela investigação que as duas funcionárias teriam chamado o cunhado de 23 anos de uma delas para participar do falso roubo.

O trio pretendia obter uma importância aproximada de R$ 20 mil que deveria ser exigida da vítima mediante transferência bancária Pix no momento do assalto.

Ainda segundo a polícia, a pecuarista tinha relação de anos com as funcionárias.

Ela seria, inclusive, madrinha de um dos filhos das mulheres.

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