Efetivo será ampliado para proteger comunidades Guarani Kaiowá após denúncias de violência política pós-eleição.
A presença da Força Nacional em Mato Grosso do Sul será estendida e seu efetivo ampliado, visando reforçar a proteção das aldeias indígenas Guarani Kaiowá na região. A medida surge em resposta a denúncias de violência política que têm sido registradas após o segundo turno das eleições, que culminou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O anúncio da ampliação do contingente foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Ele esteve em visita a aldeias localizadas na fronteira com o Paraguai no último sábado (31), onde detalhou os planos para fortalecer a segurança local.
Durante sua visita, o ministro destacou a importância da iniciativa:
- “A Força Nacional, além da presença numérica atual, vai ter um reforço.”
- Será adotado um procedimento crucial, denominado “Minuto a Minuto”.
- Os agentes estarão “sempre no terreno, sempre na área de operações”, prontos para se deslocar onde “qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça”.
- O acionamento da Força Nacional será feito pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais.
O programa “Minuto a Minuto”, conforme explicado pelo ministro, terá a capacidade de informar sobre as ocorrências por meio de imagens e detecção do tipo de incidente. Sempre que possível, o sistema também indicará a autoria e a materialidade dos fatos, contribuindo para uma resposta mais eficaz e investigações mais precisas.
Uma comitiva de alto nível, composta por Lima e Silva e pelos ministros Eloy Terena, da pasta dos Povos Indígenas, e Janine Mello, responsável pelos Direitos Humanos, realizou uma visita oficial a comunidades indígenas. A delegação esteve nas aldeias Sassoró, localizada no município de Tacuru, e Taquapery, situada em Coronel Sapucaia. Ambas as localidades ficam na região de fronteira com o Paraguai.





